22 de jun de 2011

“O MILAGRE E OS MILAGRES EUCARÍSTICOS”

O que são Milagres?


Milagres são eventos inexplicáveis a toda ciência conhecida pelo homem, ocorridos por intervenção divina, um ato de Fé, que somente os que têm Fé podem explicar sua natureza e essência divina, restando à ciência do homem, a perplexidade diante do fato consumado do Milagre, dado a impossibilidade de explicação.

Neste tempo em que toda Igreja comemora o Santíssimo Sangue e Corpo de Cristo, no próximo dia 23 de junho, um mês após a Santa Ceia, oportuno discorrermos sobre alguns milagres Eucarísticos, do corpo e sangue de Cristo. Dentre muitos dos milagres eucarísticos reconhecidos pela Santa Igreja, e relacionado no Livro “O MILAGRE E OS MILAGRES EUCARÍSTICOS”, escrito por Padre Gino Nisini, um sacerdote Xaveriano, que quando ainda um jovem seminarista teve a honra e graça de conhecer e se confessar pessoalmente na Itália (1961), com o Padre Pio (hoje Padre Pio de Piettrelcina), cujas palavras ouvidas durante a confissão guarda em sua mente até hoje. Dos muitos milagres Eucarísticos amorosamente coletados em seu livro, todos reconhecidos oficialmente pela Igreja, extraí um para trazer aos leitores do Blog para reflexão sobre as virtudes e importância da Sagrada Eucaristia a todo o Povo de Deus.

Mônica Moreira Fonseca.

"Milagre Eucarístico de Alcalá" ( Espanha, 1597)

(Extraído do Livro: O Milagre e os Milagres Eucaristicos – Padre Gino Nasini, Páginas 90/91, editora Loyola – 2010).

“Em 1597, um ladrão arrependido foi confessar – se na igreja dos Jesuítas de Alcalá. Contou que tinha sido membro de uma bando de salteadores mouros, eu espalhados pelas montanhas, haviam saqueado muitas Igrejas em diversos povoados roubado Ostensórios e objetos sagrados, cometendo, deste modo, muitos sacrilégios.

O ladrão arrependido levava consigo algumas Hóstias consagradas e, aos prantos, entregou –as ao confessor que, muito emocionado, foi encontrar o se superior para contar – lhe tudo.

Inicialmente, a idéia era que as Hóstias fossem consumadas durante a Missa, mas depois, temendo que as Hóstias estivessem envenenadas, decidiu – se conservá-las num cofre de prata e esperar a sua natural decomposição. A razão dessa mudança de planos é que em Murcia e Segovia alguns sacerdotes tinham sido envenenados com Hóstias. Onze anos depois, as vinte quatro Partículas ainda estavam intactas. O asceta padre Luiz de Palma, na condição de Provincial, ordenou que as Hóstias fossem transferidas para um porão e que junto delas fossem colocadas hóstias não consagradas. Meses depois, as que não estavam consagradas se decompuseram por causa da umidade, enquanto as outras continuaram intactas.

O catedrático e médico pessoal do rei, Garcia Carrera realizou novos exames e muitos teólogos intervieram e consideraram que a integridade das Hóstias era um verdadeiro Milagre. Em 1620 as autoridades eclesiásticas autorizaram oficialmente o culto do Milagre. As santas Hóstias foram adoradas publicamente, inclusive pelo rei Felipe III, que no mesmo ano presidiu uma solene procissão, na qual participou toda a família real. Quando Carlos III expulsou os jesuítas da Espanha, as Santas Partículas foram levadas à catedral. E, 1939, revolucionários comunistas incendiaram a igreja, mas os sacerdotes, pouco antes de serem assassinados, esconderam as Hóstias milagrosas e até hoje não se sabe onde foram escondidas. A igreja e a cripta foram revistadas muitas vezes, mas sem nenhum resultado e, até hoje, míngüem tem noticia sobre as vinte e quatro Hóstias Santas de Acalá. “ Deus, faça um Milagre!”, exclama o erudito biógrafo da cidade, padre Anselmo Raymundo Tornero, quem transmitiu os dados históricos do Milagre, minuciosamente descritos em sua obra.”

FÉ E VIDA
“ A Eucaristia é obra – prima e a fonte de caridade; quem frequenta a Eucaristia não pode deixar de amar a Deus; quem ama a Deus, não pode deixar de amar o irmãos e, se todo mundo amasse os irmãos como consequência do amor de Deus, a questão social não teria razão de ser.

Ó pais, de modo particular a vós dirijo a minha palavra e vos exorto levar o amor e a prática da Eucaristia à vossas famílias. Não há espetáculo mais belo e emocionante do que aquele oferecido por um pai e uma mãe que se aproximam da sagrada mesa acompanhados de seus filhos, renovando, na mesa de Deus, as doces intimidades do lar. É e se admirar se, entre aquelas paredes domésticas, se espalhar o perfume das mais eleitas virtudes e nela crescer a geração de anjos, que depois forma uma coroa de glória para os afortunados do pais? Queria o Céu que esse espetáculo consolador não seja, no futuro, uma coisa rara, e sim comum a todas as famílias cristãs, que devem ser o santuário dos mais puros e santos afetos.”

(Bem – aventurado Dom Guido Maria Conforti)

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