15 de nov de 2010

Igreja em Rede, Web e Comunidade com “C” Maiúsculo

Introdução,

Os mitos da humanidade:

De onde viemos? Para onde vamos? Por que existimos?

Para responder essas questões eternas, o homem criou o mito dos “Deuses”, o mito da Revolução industrial, o mito da Igreja Universal, fora da qual não há salvação, da revolução tecnológica em pleno andamento e vários outros mitos, mais nenhum deles mostrou – se capaz de responder a essas questões universais do ser humano de forma definitiva, razão pela qual o homem experimenta uma grande volta em busca de sua espiritualidade, de sua religiosidade, religião a qualquer preço.

O problema é que antigamente tínhamos um só mito ou um só paradigma servindo de modelo e resposta as grandes questões humanas, mesmo quando se acreditava que a felicidade humana estava na revolução das máquinas, na ciência, etc...

Hoje não há mais paradigmas estáveis, tudo é relativo, o saber está fraguimentado, sabe – se de tudo um pouco e não se sabe de nada e as relações humanas também, têm – se mil amigos e não se tem nenhum, vive – se n. relações e não se vive nenhuma, haja vista a propagação do “Ficar”, como se o ser humano fosse mercadoria descartável de consumo rápido, o mesmo se diz das amizades, é boa enquanto não me compromete, passou disso é inconveniente ou é boa enquanto uma relação de trocas de interesses, relações essas também espelhadas dentro das comunidades cristãs.

Este universo de “democracia” das relações sociais, ditadura do relativo e individual vivido na vida real é potencializado pela tecnologia da Web, a nova geração investe pesado, horas no PC e a falta de respostas coerente permanece. Assim o mundo volta – se a origem, a procura de novos “Mitos” que satisfaçam o espírito do homem, prova disso são as múltiplas Igrejas abertas a cada hora no Brasil e no mundo, bem como novas seitas, novos modos de viver e etc são inventados a cada minuto, talvez segundo nas redes social da Internet.

Entretanto, neste “caos” de democracia das múltiplas informações proporcionadas pela nova tecnologia esconde – se o distanciamento das pessoas, o individualismo, a proliferação do consumismo como resposta a essa busca do homem por respostas e os mais “espertos” faturam milhões na cultura da banalização do ser humano e das suas relações, na inversão de valores, o homem vale por aquilo que ele tem, não pelo que ele é, a moeda (dinheiro) que foi criada para facilitar as relações humanas é deslocada para agente primeiro e principal, em detrimento do homem e sua humanidade, e é exatamente aqui, que entra a Igreja, enquanto comunidade Cristã que preocupa – se com o homem e com o reino de Deus na terra.

A Web e os agentes de Pastorais

Se o mundo está disperso na Web, o Povo de Deus tem o dever de ir até ele. Muitas comunidades da Web e rede de “comunicação” são frias, individualistas e o universo de comunidades é imenso, daí surge à indagação:
Como Evangelizar e formar Comunidades verdadeiras na Web?

Um primeiro passo é aprendendo a mexer com a Internet e as redes sociais existentes, depois é preciso formar comunidades diferenciadas em cada Paróquia, comunidades virtuais que interajam virtual e pessoalmente, pois o homem só conhece o outro homem quando convive com este pessoalmente, olho no olho.

A meu ver, o primeiro passo está sendo dado e o desafio consiste em formar comunidades Cristãs virtuais e reais com “C” maiúsculo e não redes sociais e comunidades com “c” minúsculo.

Nesse diapasão, a Igreja tem inúmeros e magníficos documentos, mais carece de trabalhadores, é como diz Cristo: “A messe é grande, mais os trabalhadores são poucos.”

E por que são poucos na Web?

Por que o ser humano encontra – se perdido na banalização dos relacionamentos relâmpagos e sem comprometimento, perdido na sua individualidade, daí... Não tem tempo para Web..., não tem tempo para ter relacionamentos verdadeiros, para formar comunidades da Igreja Virtual e real comprometida com o outro, com a Evangelização dos jovens e por que não dos velhos, pois a crise é democrática e ataca todos, velhos e novos, haja vista a invasão dos pedófilos na Internet, é como disse João Paulo II quando visitava os extintos campos de concentração Nazistas: “Deus!!! Onde estava você que deixou tudo isso acontecer”, leia – se: Onde estavam os homens e mulheres de boa vontade que deixaram isto acontecer?

O que podemos dizer hoje da Web: Homens e mulheres!!! De “Boa Vontade”!? Onde estavam vocês que deixaram isto acontecer?

Agentes de Pastorais, onde estão vocês?

A igreja e seus pensadores, preocupados com o futuro da humanidade e o Reino de Deus aos seus filhos, conclama a todos os homens e mulheres de boa vontade para que dominem esse campo do saber, para que modifiquem essa cultura do banal, do individualismo, do consumismo e descartável nas “relações” virtuais, para que cada Paróquia se fortifique virtual e na vida real em Comunidades Cristãs com “C” maiúsculo e não para refletirem na Web o que já estão vivendo na vida real, onde as relações de comunidade muitas vezes são muito mais virtuais do que a própria comunidade virtual da Web.

Esse é o desafio do Povo de Deus na Web, fazer comunidades virtuais e reais Cristãs com “C maiúsculo e por conseguinte, Evangelizar em todo lugar do mundo e não entregar o “mundo” aqueles que buscam apenas o reino da terra e não o reino de Deus na Web.

Por isso a Igreja conclama aos agentes de pastorais de toda a sua Igreja para Evangelizar na Web e na vida Real, formando verdadeiras comunidades Cristãs que interajam no mundo virtual e no mundo real, pois “a messe é grande...” E para tanto os agentes de pastorais tem que se reciclar.

Os “Mitos” criados na Web pelos anti – cristo (anti – humanidade) são muitos...

Então, onde estão os trabalhadores do Senhor na Web?

Onde estão os agentes de pastorais?

Parafraseando William Shakespeare:
”Ser ou não ser, eis a questão...”
Ser do mundo ou ser de Cristo?
Lutar ou cruzar os braços?
Dominar a Web em nome de Cristo ou entrega – la aos homens de negócio?
Evangelizar ou fingir que Evangeliza?
Viver ou deixar – se morrer!???

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