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21 de jul. de 2014

A influência do Papa Francisco no pensamento político

A relação do Papa com a política, na reflexão do padre Francisco Occhetta, na próxima edição da revista La Civiltà Cattolica, de sábado, 19 de Julho

Na última edição de " La Civiltà Cattolica", que saiu no ultimo sábado, 19 de julho, padre Francisco Occhetta se inspirou na missa que o Papa Francisco celebrou no passado dia 27 de março para cerca de 500 parlamentares, para falar sobre a relação que o Pontífice tem com o mundo da política.

15 de ago. de 2013

A Fé Presente na Vocação

Dentro deste mês de agosto onde a Igreja medita a temática da Vocação nos diversos ministérios faz-se necessário refletir como a Fé está presente na Vocação.

Por Vocação entendemos chamado, convocação. No caso da Igreja entendemos como sendo o chamado que Deus faz a cada batizado a exercer um serviço seja através do Sacerdócio, da Vida Consagrada ou como Leigos e Leigas que atuam na Igreja e a testemunham no mundo que vivemos.

Para que haja o entendimento correto da Vocação é necessário que cada pessoa tenha presente a Fé. No dito popular se diz que “A Fé sem obras é vazia”. Podemos ter esta percepção no que diz respeito à Vocação, ou seja, que a “Vocação sem a presença da Fé é vazia”.

O Papa emérito Bento XVI convocou o Ano da Fé afim de que cada cristão possa avaliar o seu papel dentro da Igreja. O Papa Emérito, com a proposta do Ano da Fé, quer nos provocar afim de avaliarmos como está a nossa vocação, ou seja, como cada qual está reconhecendo o chamado que Deus lhe faz dentro do ministério que exerce na Igreja.

Na recente visita que fez ao Brasil o Papa Francisco salientou por várias vezes que é necessário ter a força da Fé para se cumprir a missão que Deus pede a Igreja.  Na encíclica Luz da Fé o papa afirma que o “homem precisa de conhecimento, precisa de verdade, porque sem ela não se mantém de pé, não caminha. Sem verdade, a fé não salva, não torna seguros os nossos passos” (Lumen Fidei 24).

Mediante o que foi dito podemos compreender que sem a Fé autentica não é possível compreender a nossa Vocação. É através da Fé que conseguiremos escutar o chamado que Deus faz a cada um. Tendo esta certeza é possível que sejamos fiéis discípulos e missionários de Cristo.

26 de jul. de 2013

Mostra-nos Jesus, Papa Francisco!

Por Rachel Lemos Abdalla


Quanta alegria estamos sentindo neste tempo em que gesta em nosso coração uma grande esperança nos jovens para o futuro, assim como pediu o Papa Francisco na Homilia da missa em Aparecida, ontem, dia 24 de julho: “É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado...venho hoje bater à porta da casa da Mãe, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um país e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar atenção para três simples posturas: conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria.”

São poucos os jovens que veem para o encontro da Jornada Mundial da Juventude, e já são tantos! Fala-se em mais de 2 milhões deles reunidos em nome de Jesus Cristo, vindos de todas as partes do mundo, rezando em diversas línguas, mas proferindo uma só fé, uma só esperança na linguagem do Amor que Jesus ensinou. Ele que um dia disse: Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles (Mt 18,20). Que emoção! Ele está ali, é o jovem que está ao lado, ou atrás, ou à frente, vibrando e rezando dentre tantos outros jovens.

Alguns O conheceram desde muito pequenos, dentro de casa, com os pais e avós; outros souberam que Ele existia quando entraram para a catequese; e outros mais o encontraram na dor do abandono ou do isolamento, na tristeza e na dureza da própria vida, na dificuldade e na luta pela sobrevivência, pois Jesus se faz um de nós e nos chama, nos cura e nos acalenta, e principalmente nos ama incondicionalmente.

Esta certeza já reside no coração deste imenso mar de jovens que se encontram na encosta do mar de Copacabana para o encontro com o representante de Cristo, o Papa Francisco, o Pastor que vem para junto de suas ovelhas que precisam ser arrebanhadas com dedicação e muito zelo.

Ele vem, como o próprio Cristo humilde e simples, falar a linguagem do nosso povo pobre e sofredor, que precisa de esperança e de fraternidade. Os Documentos das referidas Conferências Episcopais Latino Americanas pós Concílio Vaticano II, de Puebla, de Medellín e, mais recentemente, de Aparecida, recordam que a ‘missão’ deve ser a razão de ser da Igreja da América Latina, que tem como ponto fundante a “Opção pelos pobres”, estar em função da ‘promoção da Pessoa e da Vida Humana’, e da ‘Evangelização da cultura’, dando um novo impulso missionário para envolver toda a Comunidade Cristã Católica, a fim de que cada cristão se descubra missionário para a divulgação da Boa Notícia do Reino de Deus, ‘renovando a suave e reconfortante alegria de evangelizar’ (EN 80).

“Ide e fazei discípulos entre todas as nações!” (cf. Mt 28, 19). Este é o lema da Jornada Mundial da Juventude que vem de encontro com o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: "Fraternidade e Juventude" com o lema: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8).Assim como Maria, mostra-nos Jesus, Papa Francisco, neste feliz tempo de mudança, em que é preciso sair de si mesmo em busca do outro que nos espera para conhecer o Cristo vivo e presente no meio de nós.

Fonte: ZENIT

23 de abr. de 2013

A Reforma Protestante: uma revolução dos leigos


"O papel do leigo de animar e aperfeiçoar a ordem das realidades temporais com o espírito do evangelho"
Por *Edson Sampel
Imagine como seria a cristandade atual se não houvesse ocorrido a assim chamada Reforma... Difícil de figurar tal hipótese, não é? Principalmente em tempos neoliberais, em que a religião é muita vez encarada como um capital simbólico ou um artigo de consumo. Impossível acreditar que o cristianismo ainda estivesse circunscrito à Igreja católica.
Vamos tentar pôr os pingos nos is. O termo “reforma” é completamente inadequado, pois, no século XVI, frei Lutero desencadeou uma autêntica “revolução” no cristianismo. Não entraremos no mérito das teses luteranas. Entretanto, percebe-se claramente a inidoneidade histórico-gramatical do vocábulo “reforma” para designar as mudanças estruturais propostas por frei Lutero e seus sequazes. O que é uma “reforma”? Ora, quando dizemos que faremos uma “reforma” na nossa casa, qualquer interlocutor compreenderá que não haverá transformações radicais no imóvel; dar-se-á uma demão de tinta nas paredes, trocar-se-ão os azulejos etc. Ora, a “Reforma” protestante implicou  uma “transformação radical” do cristianismo, o que caracteriza uma “revolução”. Um único exemplo é suficiente para demonstrar o caráter revolucionário do protestantismo:  dos sete sacramentos, a Reforma só admitiu um, o batismo.
Deflagrou a Reforma (revolução) um presbítero (padre): frei Martinho Lutero. Tudo começou com a afixação das famosas 95 teses na porta da Catedral de Witembergo, na Alemanha, no dia 31 de outubro de 1517. Nada obstante, os príncipes tedescos, leigos, assumiram imediatamente a indigitada revolução religiosa. Os motivos pelos quais assim procederam, se para confiscar as terras e bens da Igreja, não nos interessam neste momento. Importa constatar que a Reforma ou revolução só prosperou, porque os leigos, mormente os governantes, compraram a ideia de frei Lutero. Processo parecido se deu nos outros países onde a Reforma vingou; os leigos se tornaram pastores e, destarte, passaram a pregar o “cristianismo reformado”. Este fenômeno se estendeu até o presente. As denominações evangélicas hodiernas não dispõem propriamente de uma hierarquia eclesiástica, até porque a Reforma extinguiu o sacramento da ordem. Desta feita, não há diferença ontológica (sacramental) entre o evangélico simples fiel e o evangélico pastor.  Todo são tecnicamente leigos.
Nos nossos dias, a Igreja católica aguarda outra revolução por parte dos leigos! Espera que eles cumpram seu papel de animar e aperfeiçoar a ordem das realidades temporais com o espírito do evangelho, consoante reza o cânon 225, § 2. Esta é a missão batismal cometida aos leigos católicos. Os misteres intraeclesiais, como catequese e ministérios extraordinários, são deveras relevantes. Todavia, o que define a atuação eclesial do leigo é o estar no mundo, ou seja, a secularidade extraeclesial. Nas  instâncias da família, da profissão, da economia, da política etc., o leigo católico é chamado a evangelizar, na condição de autêntico membro da Igreja.
Para poder realizar tarefa tão nobre e cristã, o leigo não pode prescindir dos sacramentos, ministrados pelos componentes da hierarquia (padres e bispos). O sacramento da eucaristia é requisito sine qua non para o sucesso da empreitada dos leigos. O aludido sacramento constitui o centro da vida dos leigos e de todos os outros integrantes da Igreja.
Se os leigos católicos se compenetrarem da missão eclesial e batismal que lhes toca, decerto a sociedade política será mais justa e fraterna. Consoante explicou algures Dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, quando se questiona sobre o que a Igreja realiza no campo de bem comum, deve-se devolver a pergunta aos leigos.
*Edson Luiz Sampel é Doutor em Direito Canônico pela  Pontifícia Universidade Lateranese, do Vaticano.
Professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT).


Fonte: Boletim ZENIT [ZP130421]